Há cerca de quinze anos, o Colégio Sinodal do Salvador e a Cooperativa Feira do Produtor vêm dialogando com moradores do entorno, estabelecimentos comerciais e diferentes órgãos da Prefeitura de Porto Alegre em busca de soluções para os desafios enfrentados na área, tendo como foco principal a revitalização da Praça José Dornelles Medina.
Com o objetivo de promover o bem-estar coletivo, o colégio abriu suas dependências para a realização de audiências públicas, nas quais foram debatidas propostas e encaminhamentos. Como desdobramento desse processo, a escola ingressou com a projeção de adoção da praça, em parceria com a feira.
A SMAMUS elaborou um projeto de reurbanização do espaço, resultado dos esforços conjuntos da comunidade, que permitiram a incorporação de um terreno baldio ao local. Essa área foi aterrada para que possa ser revitalizada, recebendo grama, árvores, uma academia de ginástica ao ar livre e um playground infantil. O projeto também contempla a pavimentação de parte do espaço para acolher a feira, declarada em 2025 Patrimônio Cultural Imaterial do Município.
De acordo com a proposta aprovada nas audiências públicas, a área pavimentada deverá ser utilizada pela feira aos domingos, destinada ao lazer e eventos comunitários aos sábados e funcionar como estacionamento público durante a semana, modelo já adotado com sucesso em outros bairros de Porto Alegre.

O projeto inclui ainda a implantação de calçadas no entorno, iluminação pública e bancos, favorecendo a convivência e o uso seguro do espaço por toda a comunidade.
Cada etapa dessa iniciativa é amplamente debatida com as diferentes secretarias municipais e com representantes dos moradores, respeitando pareceres técnicos e a legislação vigente. Diante da necessidade de supressão de algumas árvores, por exemplo, será realizado plantio compensatório.
Trata-se de um movimento comunitário, não de uma ação particular da escola ou da feira. Longe de representar qualquer forma de privatização, o projeto estimula o investimento coletivo e público na recuperação de um espaço urbano que há anos sofre com depreciação, invasões e desmatamento ilegal.
Até o momento, não há definições oficiais por parte das secretarias municipais quanto à utilização e gestão do espaço pavimentado como estacionamento durante a semana. Por esse motivo, a área permanece parcialmente fechada, até a conclusão dos debates e deliberações conjuntas.
Mantemo-nos mobilizados e comprometidos com a concretização das próximas etapas, buscando parceiros da iniciativa privada dispostos a investir na urbanização plena deste importante patrimônio público, símbolo de convivência, sustentabilidade e cidadania.
A Direção.